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Postagens

Fecho os olhos para me conectar inteiramente com você. Fecho olhos, e a gente conversa... Você me responde rapidamente com chutes galopados. Você me diz que estar tudo bem. Nossos ciclos estão cada vez mais intensos, já te sinto maior, sinto cada vez mais teu corpo habitando o meu. Logo sentiremos juntos o brilho dos nossos olhos.

Obrigada, vó

Hoje a saudade me acordou, e no despertar do alvorecer logo lembrei-me dela... Olhei o celular e vi *12 de maio*, e não pude deixar de dizer: hoje é aniversário de vovó e logo pensei “se viva estivesse” ... Olhei o instagram, e ele me recordou uma lembrança, 12 de maio de 2019, comemoração do aniversário de vó, e logo me veio na mente: ano passado a essa hora eu estava lá com ela... Sentei à mesa, botei meu café e num suspiro e outro, pensei “se viva ela estivesse, eu estaria lá com ela agora” ... E então entendi que viva ela está, ela vive em meus pensamentos, sentimentos, recordações, ela continua presente nos meus valores, na minha fé, e na profundidade da minha alma. Ela se personificou nos meus laços de flores de cabelo, nas minhas pulseiras de miçangas, nos cintos de macramê, no bordado do meu paninho de prato. Sim, ela vive, ela reluz, ela acende em mim o amor genuíno... E eu só posso dizer: Obrigada vó, obrigada pela doçura de sua alma. Obrigada pelo seu...

Ser mãe é não saber

Eu lancei pro universo e fui agraciada com a dádiva de ser mãe. Fiquei pensando no que escrever, e percebi que as palavras não são suficientes para externar todo esse emaranhado de sentimentos bons e sensações que estou sentindo. Aos 31 anos, vai brotar do meu ventre, o meu menino, Otto. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Ser mãe é não saber, ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ é um processo aberto de aprendizado mútuo, de renúncias, de zelo e de medos. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ é compreender que brotamos almas livres, de escolhas e sonhos. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ é guiar os caminhos, mas permitir que os seus pés escolham as veredas para percorrer. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Ser mãe é realmente não saber, ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Ser mãe é sentir, ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ é aprender junto, ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ E aqui lanço novamente pro universo, essa construção do SER MÃE. Me lanço nessas entrelinhas, estou disposta a me (re) fazer, (re)aprender, e mais que tudo de amar incondicionalmente (como já te amo). ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Gratidão, filho. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Mamãe te aguarda ansiosamente. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀

Os ipês estão floridos

Thoureau, que amava muito a natureza, escreveu que se um homem resolver viver nas matas para gozar o mistério da vida selvagem será considerado pessoa estranha ou talvez louca. Se, ao contrário, se puser a cortar as árvores para transformá-las em dinheiro (muito embora vá deixando a desolação por onde passe), será tido como homem trabalhador e responsável. Lembro-me disso todas as manhãs, pois na minha caminhada para o trabalho passo por um ipê rosa florido.   A beleza é tão grande que fico ali parado, olhando sua copa contra o céu azul. E imagino que os outros, encerrados em suas pequenas bolhas metálicas rodantes, em busca de um destino, devem imaginar que não funciono bem.   Gosto dos ipês de forma especial. Questão de afinidade. Alegram-se em fazer as coisas ao contrário. As outras árvores fazem o que é normal — abrem-se para o amor na primavera, quando o clima é ameno e o Verão está pra chegar, com seu calor e chuvas. O ipê faz amor justo quando o inverno chega...
Morro do Chapéu - Bahia 
Morro do Chapéu Olhar: Franz Tagore  "Viajei por mais terras do que aquelas em que toquei...  Vi mais paisagens do que aquelas em que pus os olhos...  Experimentei mais sensações do que todas as sensações que senti." 
"Amor, despertai em mim. Amor despertai em mim, despertai em todos, despertai em todos os lugares, despertai em tudo."

Flutua

Olhar: @thaisindiarafc - Ilha do Fogo flutuo em águas mansas e transbordo, flutuo  sobre a loucura dos sentidos descanso... um descanso do mundo que grita a todo instante: corra, acelere, não pare! um descanso para a ansiedade que me angustia pela pressa dos afazeres, pela pressa! quanto tempo faz aqui dentro? quanto tempo faz aí fora? quanto tempo gira em torno de mim? o tempo flutua entre nós. Olhar: @thaisindiarafc - Ilha do Fogo

29 primaveras florescem em meu ser

Olhar: Silvia Dantas Um ser que tece seu caminho sem medo das dores, pois sabe que elas são precisas para existir, um ser que está em busca de compreender a vida e suas nuances. Sim, estou aqui, partilhando com você (que me lê) um pedaço do fio da vida, um fio fino que está contido todos os nossos traços e afinidades. E eu só agradeço: o cirandar ao redor sol que fizeram de mim o que sou, sou um tanto de cada um que transpassa meu universo, sou eu mais a soma de você que convive comigo, que me ensina, que brota esperança, que faz dos meus dias poesia, música e sonhos. E hoje estou aqui por causa de você. Pois nesta soma é que eu consigo me transbordar de tudo, pois no raso eu não fico, e entenda que eu quero mergulhar profundamente em seu SER, para assim também SER parte de você. Gratidão! “Você é parte do eu em mim! Então eu e nós somos... ...parte do você que te define como humano.”

Caminhada dos Umbuzeiros

Foto de Gildemar Sena - IV Caminhada dos Umbuzeiros Foto de Gildemar Sena - IV Caminhada dos Umbuzeiros Foto de Guidyon  Augusto - IV Caminhada dos Umbuzeiros Foto de Roberto Dantas - IV Caminhada dos Umbuzeiros Foto de Yane Andrade - IV Caminhada dos Umbuzeiros Foto de Rodrigo Souza- IV Caminhada dos Umbuzeiros Foto de Rodrigo Souza- IV Caminhada dos Umbuzeiros Foto de Yane Andrade - IV Caminhada dos Umbuzeiros Foto de Gildemar Sena - IV Caminhada dos Umbuzeiros Foi na Caminhada dos Umbuzeiros, que se abriram as estradas que fazem de meu ser gente que é gente e acima de tudo, gente povo de identidade. Foi nos caminhos de Conselheiro, que guiamos nossos passos em busca de algo, e esta compreensão do que buscamos está contida em cada passo que permeia o solo caatingueiro. Buscamos compreender os caminhos espinhosos que sentiu de perto o massacre de um povo que lutou bravamente pelos seus direitos. E de long...
Olhar: Gildemar Sena Serra do Sobrado - Tributo - Uauá-Bahia Me dá um atalho, uma réstia deste caminho que teus pés pisam me mostre quais destas veredas somam verdades e anunciam tua chegada Venha como o vento, igualmente veloz e indelével  transponha-se aos caminhos  e apresente a infinda poética do seu ser.
Meu pequeno, Um dia, eu e sua mãe fizemos um pacto, desses de crianças que vislumbram um futuro cheio de amor e realizações, um pacto de primas-irmãs, cúmplices de alegrias e de medos. O pacto era grandioso, combinamos de partilhar entre si o papel de mãe para os nossos frutos, não te gerei em meu ventre, mas te gerei em meu coração, minha alma desde sempre te esperava, e você chegou para me ensinar tudo o que não sei, mas que preciso aprender. No dia 24 de Janeiro de 2017, sua mainha, sentiu as batidas fortes de seu coração dizendo que já estava na hora de abrir os olhinhos para o mundo, e foi então, que de cima de uma serra, às 5h, recebi o telefonema avisando que você iria desabrochar. Foi um ano de descoberta, de medo de não saber os motivos pelos quais você estava chorando, querendo se comunicar com nós adultos desentendidos dos sentidos de ser criança. Dentre esses 12 meses, tive que me ausentar fisicamente, quero que saiba, que distância alguma interromperá minha miss...

Sentir

Olhar: Gildemar Sena - Serra do Jerônimo- Uauá-Bahia Sentido.  Sentir.  Direção.  Caminho. Busco o que aí se apresenta, uma direção que leve meus pés a sentir minhas raízes, a tranquilidade de uma vida guiada pelo que acredito, uma caminho simples. Em consonância com o que o universo expande.

Fragmentada

Olhar: Laís Christinny  Rasgue-me o peito com amor, só assim te direi como as dores são precisas para existir.

O que faz de você ser você?

Essa latência que permeia meu espaço não diz exatamente o que sou; esse medo das profundidades dos vazios não fala por mim; esse amor inacabado, desfeito pelo tempo, escondido nas memórias inabitáveis, não ressoa o que sou. O que sou não se substantiva. E por isso não se diz com palavras. O que sou é o que sinto.

o sol me abraça

O passarinho e sua (in)completude

Encontro passarinheiro

Wislawa Szymborska

Sob uma estrela pequenina Me desculpe o acaso por chamá-lo necessidade. Me desculpe a necessidade se ainda assim me engano. Que a felicidade não se ofenda por tomá-la como minha. Que os mortos me perdoem por luzirem fracamente na memória. Me desculpe o tempo pelo tanto de mundo ignorado por segundo. Me desculpe o amor antigo por sentir o novo como primeiro. Me perdoem, guerras distantes, por trazer flores para casa. Me perdoem, feridas abertas, por espetar o dedo. Me desculpem os que clamam das profundezas pelo disco de minuetos. Me desculpem a gente nas estações pelo sono das cinco da manhã. Sinto muito, esperança açulada, se às vezes me rio. Sinto muito, desertos, se não lhes levo uma colher de água. E você, falcão, há anos o mesmo, na mesma gaiola, fitando sem movimento sempre o mesmo ponto, me absolva, mesmo se você for um pássaro empalhado. Me desculpe a árvore cortada pelas quatro pernas da mesa. Me des...